Salve os botos da amazônia!

Amigos,
por favor, assinem e divulguem a petição a favor da moratória imediata da pesca da piracatinga, que é responsável pela matança de botos e jacarés para servirem de isca. A moratória publicada no Diário Oficial só começa em janeiro, mas o período de pesca da piracatinga se inicia agora, e até janeiro milhares de botos e jacarés serão mortos.
O pessoal da AMPA tem uma audiência com a Ministra Izabella Teixeira na semana que vem, e precisam do maior número de assinaturas possível.
Mais informações, e o link para a petição podem ser encontrados no site abaixo:
http://www.alertavermelho.org/

AS BALEIAS DO VIGÁRIO, OU: COMO POR NO LIXO UM SANTUÁRIO!

Por José Truda Palazzo, Jr. (1)

A área ambiental do atual (des)governo Dilma não está imune ao padrão que caracteriza de maneira indelével a atual gestão: fazer a máquina da mídia estatal contar mentiras com tanto triunfalismo que até gente boa acredita ser verdade. É assim que uma gestão que nada relevante fez pela conservação das espécies ameaçadas de grandes baleias tem a cara de pau de colocar na rua uma matéria como a publicada pelo Ministério do Meio Ambiente na última semana, intitulada Países Propõem Plano de Gestão para Santuário de Baleias, tão mentirosa que (a) não há “países”, (b) não há proposta de Plano de Gestão, e (c) não há Santuário. Passo a explicar, porque está é apenas a gota d´água do manejo ao mesmo tempo incompetente e de má-fé deste assunto, em que o nada fazer vira propaganda de avanços significativos que simplesmente não existem senão como invencionice eleitoreira engendrada por burocratas irresponsáveis e seus cúmplices – sempre os há – no meio acadêmico que parasita os gabinetes de Brasília em busca de migalhas para seus projetos pessoais.

Há bem mais de uma década, o Brasil vem tentando aprovar na Comissão Internacional da Baleia a proposta de um Santuário de Baleias para o Atlântico Sul, como forma de complementar a proteção oferecida, desde 1994, pelo Santuário do Oceano Austral. Apesar de o Japão ter até o ano passado continuado a matar baleias neste Santuário, sob o falso pretexto de “pesquisa”, uma decisão recente da Corte Internacional de Justiça ordenando aos japoneses a suspensão da matança reforçou a importância dos Santuários da CIB como ferramenta para afastar a caça comercial de baleias de regiões inteiras.

Para que uma proposta como essa seja aprovada, é preciso seguir alguns ritos da anacrônica e emperrada Comissão, dentre eles a apresentação de uma proposta formal ao Comitê Científico, o que foi feito sucessivamente pelo Brasil e seus países aliados (em particular a Argentina) em anos passados. Em 2005, fui encarregado de coordenar a revisão desse documento, que contou com a participação de pesquisadores de cinco países e constituiu a base para a campanha em favor da proposta desde então.

Por melhor que seja a proposta, entretanto, ela não será aprovada sem um trabalho diplomático e político muito vigoroso e que precisa chegar aos mais altos níveis de governo, pela simples razão que o Japão detém, através de ameaças e propinas notórias, um bloco de “países-marionetes” na CIB – incluindo algumas das economias mais pobres e vulneráveis da África, Caribe e Pacífico – uma minoria capaz de bloquear os ¾ de votos exigidos pela Comissão para aprovar uma medida dessa envergadura.

Verdade seja dita, os governantes brasileiros nunca priorizaram a atuação na CIB ou a proposta do Santuário a ponto de fazer todas as gestões necessárias para sua aprovação. Mesmo assim, um trabalho diligente do pessoal de base do Ministério das Relações Exteriores, que tinha no embaixador Marcos Vinicius Pinta Gama nosso Comissário para o tema, apoiado pelas ONGs brasileiras e latino-americanas, fez com que chegássemos a 65% dos 75% necessários para a aprovação, em 2012. Era o momento de vitaminar politicamente a proposta, fazer as gestões necessárias, e correr para festejar o gol.

De lá para cá, a coisa desandou, graças em grande parte ao absurdo descaso e à incompetência do Ministério do Meio Ambiente. Em reunião realizada no Itamaraty há pouco mais de dois anos, justamente para delinear estratégias para lograr a aprovação do Santuário, o representante do MMA prometeu mundos e fundos; entre outras coisas, revisar a proposta técnica do Santuário, e engajar o Ministério em uma vigorosa campanha internacional pela proposta.

A revisão técnica criteriosa do documento simplesmente não aconteceu. Estourados todos os prazos para apresentar a revisão este ano ao Comitê Científico da CIB, o MMA fez uma gambiarra no estilo copiar-colar sobre o nosso documento de 2005, ajudando a alimentar as críticas do Japão à proposta. Em março passado, o Instituto Baleia Jubarte organizou com apoio da Petrobras um Seminário Internacional sobre a proposta, para o qual se conseguiu trazer um número expressivo de delegações da África e Caribe com a intenção explícita de angariar mais apoio para o Santuário. Mais uma vez o MMA fez figuração e muito estardalhaço, e a Ministra prometeu, de novo, mundos e fundos, inclusive acenando com sua participação pessoal na próxima Plenária da CIB, em setembro.

Depois desse evento, nada foi feito de útil: preferiram nossos burocratas partidários aproveitar o interregno para “festejar” no plano doméstico, com mais releases triunfalistas, a mudança de status de ameaça da baleia jubarte, para o que, todos sabemos, o regime atual não contribuiu em nada, pelo contrário recusando-se categoricamente a ampliar a proteção do Banco dos Abrolhos, área essencial para a reprodução da espécie no Atlântico Sul.

A realidade, a meras três semanas dessa Plenária que decidirá sobre a proposta do Santuário do Atlântico Sul? O Brasil não apenas não fez seu dever de casa político, ou seja, as gestões de alto nível com os demais governos para assegurar os votos necessários foram esquecidas; o eficiente Comissário brasileiro Pinta Gama foi deslocado para servir como nosso Embaixador na Suécia, deixando acéfala nossa representação; e no momento em que escrevo sequer o Brasil pagou sua cota anual à CIB, estando ameaçado de não poder votar na própria proposta!!!

Em meio a esse verdadeiro caos é que o MMA decide gastar tempo e dinheiro em uma pirotecnia não apenas inútil como daninha. A reunião improvisada em Brasília para gerar o release mencionado no início deste texto e fazer cortina de fumaça para sua inação e incapacidade de atuar estrategicamente na CIB reuniu “pesquisadores” em sua maioria desconectados totalmente da atuação brasileira pelo Santuário, mas dóceis à manipulação stalinista do regime, e mais um ambientalista não-governamental uruguaio de respeito, o biólogo Rodrigo Garcia, que estava a passeio na Praia do Forte e foi engambelado para ser usado como pretexto de dizer que “países apoiarão” uma ação do Brasil. E o tal Plano de Gestão mencionado NÃO foi elaborado na reunião. Pior, a Argentina, parceiro vital da proposta, não foi convidada a tempo, o que dizem ter deixado irritadíssimos os habitualmente discretos diplomatas do país vizinho. Ou seja, estamos diante de uma completa e deslavada enganação, enquanto as ações realmente necessárias à aprovação do Santuário simplesmente não acontecem, por absoluta falta de priorização na agenda do atual (des)governo.

O Brasil irá à Plenária da CIB em Setembro totalmente despreparado para defender a proposta do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, e é praticamente certo que ela não seja aprovada. Os 65% de votos da última tentativa dificilmente serão alcançados em uma nova votação se não houver um imenso esforço de última hora, que parece impossível dado esse estado de coisas em que talvez nem nós mesmos tenhamos direito a voto. O que nos resta diante de tanto descalabro? Ao menos não deixar passar em branco, e aprender a não confiar nos releases estatais de meio ambiente desse regime que nos assola e que agora está por enterrar nossa atuação na última área internacional ambiental onde ainda tínhamos alguma credibilidade.

[i] Consultor em meio ambiente, ex-Vice-Comissário do Brasil e ex-Chefe da Delegação Científica brasileira junto à Comissão Internacional da Baleia.

http://www.olharanimal.org/noticias/2255-as-baleias-do-vigario-ou-como-por-no-lixo-um-santuario em 27 agosto de 2014.

FAKE CRIMINOSO do MMA sobre conservação marinha!

Por José Truda.

Não apenas eles não ajudam em nada, como ainda atrapalham. Estamos tendo de aturar mais um FAKE MENTIROSO do Ministério do Meio Ambiente sobre baleias…

Luciano Souto_RaizFigura 1: Filhote de baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) no Arquipélago de Abrolhos. Foto: Luciano R. Alardo Souto – Raiz.

Inventaram uma reunião entre pesquisadores “amiguinhos do regime” para fingir que vão fazer um “plano de Gestão” para um santuário que NÃO EXISTE ainda! O des-governo brasileiro não fez NADA do que precisava fazer para aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul, não realizou as gestões de alto nível necessárias, botou no lixo todo o esforço feito recentemente em um Simpósio internacional governamental, e agora vem com esse trololó safado FINGINDO que há um Plano de Gestão em andamento para um Santuário que não existe… e SEQUER PAGARAM A COTA DO BRASIL NA CIB até agora; corre o risco de chegarmos na Plenária em setembro sem poder sequer votar em nossa própria proposta! Cambada de debilóides do inferno, estão pondo no lixo um trabalho sério de 20 anos pra criar o Santuário!

A notícia mentirosa está aqui: http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=416 E a piada é que a “participação do Uruguai” alegada na notícia foi a presença nessa reunião de um ambientalista uruguaio que estava visitando a namorada na Bahia e foi agarrado de última hora pra entrar de inocente nessa bandalha!

Tô cansado de ter de aturar essa combinação de incompetência e safadeza do MMA que tenta encobrir a falta absoluta de ações para a conservação marinha com factóides midiáticos apoiados por uma meia dúzia de “cientistas” vendidos pro esquemão!

JTruda

O problema que os animais aquáticos marcados sofrem está chegando ao fim!

Uma pesquisa recente, publicada na Methods in Ecology and Evolution, mostrou a problemática enfrentada pelos animais aquáticos marcados pelo homem. No intuito de descobrir as rotas e possíveis impactos sofridos por vários animais, como tartarugas, baleias, tubarões, golfinhos e peixes, pesquisadores costumam implantar sensores (tags), que enviam sinais por satélite, em várias partes do corpo, dependendo do animal. Nesse estudo, liderado por Todd Jones, ficou evidenciado o problema do arrasto durante o nado, principalmente de tartarugas-marinhas.

Os pesquisadores realizaram vários testes com carapaças feitas com fibra e utilizaram um túnel de vento para calcular um índice de arrasto para os equipamentos. Como resultado, foi provado que os equipamentos podem causar um arrasto de 5% em adultos e de até 100% em juvenis. O índice vai ajudar na escolha correta dos equipamentos para cada animal, ajudando a diminuir o impacto do arrasto e e ter uma coleta de dados mais confiável nos estudos.

O estudo pode ser lido no link: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/2041-210X.12109/full

Fêmea de baleia-bicuda-de-Shepherdi (Tasmacetus shepherdi) aperece encalhada em Los Angeles

Encalhe de Tasmacetus shepherdi, uma baleia-bicuda que não se vê todos os dias!

Até pouco tempo, a baleia-bicuda-de-Shepherd só havia sido vista duas vezes desde que foi descoberta há 66 anos.  Em fevereiro de 2012 a espécie foi avistada pela terceira vez no mundo (Austrália). A poucos dias uma fêmea adulta encalhou na praia de Venice, em Los Angeles (Estados Unidos).

Editora Globo

Foto: Reprodução/ LA Times

O seu habitat conhecido são as águas frias do Pacífico Norte. Medindo 4,5m a baleia foi retirada da praia com ajuda de um caminhão e fotografada por turistas.

Fonte: Globo Rural On-Line

 

Nova espécie de mamífero

E quando o homem pensa que sabe de tudo…

Cientistas em os EUA descobriram uma nova espécie de carnívoro

nas florestas de altitude da Colômbia e do Equador.

http://www.pensoft.net/J_FILES/1/articles/5827/5827-G-3-layout.pdf

Olinguito

Compartilhando águas: as lendas e interações de cetáceos com os homens ao longo da história

Por Maria do Socorro Santos dos Reis 1 & Luciano R. Alardo Souto 2

 

1 Aluna do Programa de Pós-Graduação Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Santa Cruz; Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.; E-mail:maria@mamiferosaquaticos.org; 2 Biólogo e moderador do site Mundo da Biologia; Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.; E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br.

 

Os botos, Sotalia guianensis, da baía de Todos os Santos (BTS), ao serem avistados, levam os observadores a terem três tipos de pensamentos: os rápidos e conservacionistas, os curiosos e imediatistas, e, por fim, os melódicos e lendários (Figura 1). Esses últimos são tão antigos quanto às próprias lendas, e já passaram pela cabeça de vários e vários espectadores perdidos no tempo e no espaço da história humana contada.

 

Figura 1: Botos (Sotalia guianensis) encontrados na Baía de Todos os Santos, durante um salto total, na foz do rio Paraguaçú-BA (abril de 2012). Foto: Luciano R. Alardo Souto.

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Projeto para arrecadação de lixo tecnológico computacional

E-LIX DOANDO E AJUDANDO

O projeto para arrecadação de lixo tecnológico computacional é uma parceria da UFBA, Programa Onda Digital e a Empresa Júnior de Informática infojr.


O que posso doar? Computadores, impressoras, mouses, teclados e periféricos de informática.
Como doar? Levando os equipamentos na sala do Programa Onda Digital, localizado no Restaurante Universitário, sala 05 - C.E.P.: 40.170-110 - Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Campus de Ondina, Salvador/BA-Brasil.
Funcionamento: segunda e terça, das 10:00 as 17:00 horas. Favor fazer contato telefônico em 71 3283 6765 ou por email <ondadigital@ufba.br> antes da doação.
OBS.: Atualmente só estamos recebendo doações domésticas e/ou de volume pequeno.
Como será utilizado minha doação? 
Em capacitações de metareciclagem, oficinas de robótica livre e artesanato com lixo tecnológico em ações de extensão, ou seja, atividades da Universidade em comunidades de baixa renda.

Como faço pra doar outro tipo de E-LIX? Existem outros locais de coleta de E-LIX, em Salvador e região, clique aqui para visualizar os contatos.
Dúvidas: ondadigital@ufba.br

Encalhe em massa de golfinhos-comum (Delphinus sp.) no Rio de Janeiro, Brasil

Em 5 de fevereiro de 2012, um encalhe em massa, inédito, ocorre em águas nacionais. Logo no início da manhá, aproximadamente, 30 golfinhos-comum (Delphinus sp.) encalharam vivos na praia de Cabo Frio (RJ), mais graças a ajuda de voluntários os animais retornaram ao mar. Esse foi o primeiro encalhe em massa do ano no País.

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Copos comestíveis

Mais um avanço quando se fala de redução do lixo!

A The Way We See The World, um escritório de design americano, desenvolveu uma solução prática que pode ser a

substituição definitiva para copos descartáveis de plástico: os Jelloware, uma linha de copos para beber e comer!
Feitos de gelatina ágar-ágar, extraída das algas, estes copos podem ter três sabores diferentes, que ainda por cima
podem dar um gosto especial à bebida: limão com manjericão, gengibre com hortelã e alecrim com beterraba. Quem não gosta de gelatina tem a opção de enterrar o copo, pois ele é biodegradável.

Coloridos e maleáveis, estes copos devem ser mantidos na geladeira para não ficarem pegajosos. Ainda estão em fase de projeto, mas se apresentam como uma alternativa muito inteligente para o desastre ambiental que são os copos descartáveis de plástico. Enquanto o plástico leva centenas de anos para se decompor, a gelatina deve sumir em poucas semanas.


Esta linha de copos, provavelmente, será vendida apenas nos Estados Unidos, mas a engenhosa ideia deveria começar a se tornar um modelo para empresas ao redor do mundo. Já somos seis bilhões de habitantes e não podemos continuar produzindo a quantidade de lixo que produzimos hoje. Quem sabe não serão os designers a salvar o mundo?