O problema que os animais aquáticos marcados sofrem está chegando ao fim!

Uma pesquisa recente, publicada na Methods in Ecology and Evolution, mostrou a problemática enfrentada pelos animais aquáticos marcados pelo homem. No intuito de descobrir as rotas e possíveis impactos sofridos por vários animais, como tartarugas, baleias, tubarões, golfinhos e peixes, pesquisadores costumam implantar sensores (tags), que enviam sinais por satélite, em várias partes do corpo, dependendo do animal. Nesse estudo, liderado por Todd Jones, ficou evidenciado o problema do arrasto durante o nado, principalmente de tartarugas-marinhas.

Os pesquisadores realizaram vários testes com carapaças feitas com fibra e utilizaram um túnel de vento para calcular um índice de arrasto para os equipamentos. Como resultado, foi provado que os equipamentos podem causar um arrasto de 5% em adultos e de até 100% em juvenis. O índice vai ajudar na escolha correta dos equipamentos para cada animal, ajudando a diminuir o impacto do arrasto e e ter uma coleta de dados mais confiável nos estudos.

O estudo pode ser lido no link: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/2041-210X.12109/full

Fêmea de baleia-bicuda-de-Shepherdi (Tasmacetus shepherdi) aperece encalhada em Los Angeles

Encalhe de Tasmacetus shepherdi, uma baleia-bicuda que não se vê todos os dias!

Até pouco tempo, a baleia-bicuda-de-Shepherd só havia sido vista duas vezes desde que foi descoberta há 66 anos.  Em fevereiro de 2012 a espécie foi avistada pela terceira vez no mundo (Austrália). A poucos dias uma fêmea adulta encalhou na praia de Venice, em Los Angeles (Estados Unidos).

Editora Globo

Foto: Reprodução/ LA Times

O seu habitat conhecido são as águas frias do Pacífico Norte. Medindo 4,5m a baleia foi retirada da praia com ajuda de um caminhão e fotografada por turistas.

Fonte: Globo Rural On-Line

 

Nova espécie de mamífero

E quando o homem pensa que sabe de tudo…

Cientistas em os EUA descobriram uma nova espécie de carnívoro

nas florestas de altitude da Colômbia e do Equador.

http://www.pensoft.net/J_FILES/1/articles/5827/5827-G-3-layout.pdf

Olinguito

Compartilhando águas: as lendas e interações de cetáceos com os homens ao longo da história

Por Maria do Socorro Santos dos Reis 1 & Luciano R. Alardo Souto 2

 

1 Aluna do Programa de Pós-Graduação Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Santa Cruz; Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.; E-mail:maria@mamiferosaquaticos.org; 2 Biólogo e moderador do site Mundo da Biologia; Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.; E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br.

 

Os botos, Sotalia guianensis, da baía de Todos os Santos (BTS), ao serem avistados, levam os observadores a terem três tipos de pensamentos: os rápidos e conservacionistas, os curiosos e imediatistas, e, por fim, os melódicos e lendários (Figura 1). Esses últimos são tão antigos quanto às próprias lendas, e já passaram pela cabeça de vários e vários espectadores perdidos no tempo e no espaço da história humana contada.

 

Figura 1: Botos (Sotalia guianensis) encontrados na Baía de Todos os Santos, durante um salto total, na foz do rio Paraguaçú-BA (abril de 2012). Foto: Luciano R. Alardo Souto.

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Projeto para arrecadação de lixo tecnológico computacional

E-LIX DOANDO E AJUDANDO

O projeto para arrecadação de lixo tecnológico computacional é uma parceria da UFBA, Programa Onda Digital e a Empresa Júnior de Informática infojr.


O que posso doar? Computadores, impressoras, mouses, teclados e periféricos de informática.
Como doar? Levando os equipamentos na sala do Programa Onda Digital, localizado no Restaurante Universitário, sala 05 - C.E.P.: 40.170-110 - Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Campus de Ondina, Salvador/BA-Brasil.
Funcionamento: segunda e terça, das 10:00 as 17:00 horas. Favor fazer contato telefônico em 71 3283 6765 ou por email <ondadigital@ufba.br> antes da doação.
OBS.: Atualmente só estamos recebendo doações domésticas e/ou de volume pequeno.
Como será utilizado minha doação? 
Em capacitações de metareciclagem, oficinas de robótica livre e artesanato com lixo tecnológico em ações de extensão, ou seja, atividades da Universidade em comunidades de baixa renda.

Como faço pra doar outro tipo de E-LIX? Existem outros locais de coleta de E-LIX, em Salvador e região, clique aqui para visualizar os contatos.
Dúvidas: ondadigital@ufba.br

Encalhe em massa de golfinhos-comum (Delphinus sp.) no Rio de Janeiro, Brasil

Em 5 de fevereiro de 2012, um encalhe em massa, inédito, ocorre em águas nacionais. Logo no início da manhá, aproximadamente, 30 golfinhos-comum (Delphinus sp.) encalharam vivos na praia de Cabo Frio (RJ), mais graças a ajuda de voluntários os animais retornaram ao mar. Esse foi o primeiro encalhe em massa do ano no País.

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Copos comestíveis

Mais um avanço quando se fala de redução do lixo!

A The Way We See The World, um escritório de design americano, desenvolveu uma solução prática que pode ser a

substituição definitiva para copos descartáveis de plástico: os Jelloware, uma linha de copos para beber e comer!
Feitos de gelatina ágar-ágar, extraída das algas, estes copos podem ter três sabores diferentes, que ainda por cima
podem dar um gosto especial à bebida: limão com manjericão, gengibre com hortelã e alecrim com beterraba. Quem não gosta de gelatina tem a opção de enterrar o copo, pois ele é biodegradável.

Coloridos e maleáveis, estes copos devem ser mantidos na geladeira para não ficarem pegajosos. Ainda estão em fase de projeto, mas se apresentam como uma alternativa muito inteligente para o desastre ambiental que são os copos descartáveis de plástico. Enquanto o plástico leva centenas de anos para se decompor, a gelatina deve sumir em poucas semanas.


Esta linha de copos, provavelmente, será vendida apenas nos Estados Unidos, mas a engenhosa ideia deveria começar a se tornar um modelo para empresas ao redor do mundo. Já somos seis bilhões de habitantes e não podemos continuar produzindo a quantidade de lixo que produzimos hoje. Quem sabe não serão os designers a salvar o mundo?


 

 

 

O CACHALOTE-ANÃO (Kogia sima) NA BAHIA, BRASIL

Por Luciano R. Alardo Souto *

* Biólogo, E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br

 

Os cachalotes sempre causaram grandes, diversas e divertidas criações imaginárias, tal como a história que virou um grande clássico no mundo literário, o lendário Moby-Dick. O mesmo era um cachalote (Physeter macrocephalus) albino e enorme, que segundo a lenda, engoliu um pescador com barco e tudo, mais após um tempo, viraram amigos e Moby-Dick acabou devolvendo-o para a Terra.

 

Cachalote-anão (Kogia sima). Foto: httpwww.cms.int.

 

Mas os cachalotes nem sempre são animais grandes, como as enormes e belas baleias, muito menos, fáceis de serem avistados como o “velho” Moby. Estamos falando dos pequenos “primos” do Moby-Dick, os cachalotes anão (Kogia sima) e pigmeu (K. breviceps). Ambos não chegam a medir nem 1/3 do tamanho do Moby, chegando no máximo a 2,6 e 3,6 metros, respectivamente. Apesar de nunca terem sido avistados no litoral baiano, o cachalote-anão é mais comum na Bahia do que o cachalote-pigmeu, já que a maioria dos encalhes (quando um desses animais encalha na praia), são da primeira espécie, alem de ser o Estado onde existem mais registros no Brasil. Isso mesmo! Suspeitamos até, que o cachalote-anão, seja uma espécie residente em nosso litoral.

Foi aqui na Bahia, mais precisamente na praia de Itapuã (Salvador), que encalhou o menor filhote já visto no mundo (Souto et al., 2009), e mesmo assim, quase nada sabemos sobre essa “exótica” espécie de cetáceo odontoceto (ou golfinho com dentes).

 

Menor filhote de cachalote-anão (Kogia sima) conhecido no mundo e encalhado em Itapuã, Salvador, Bahia, Brasil. Foto: Souto et al., 2009.

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Veneno ecológico para controlar ratos!!!

Por Luciano R. Alardo Souto *

* Biólogo, E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br

 

 

Os ratos urbanos estão entre as principais origens de zoonoses nas grandes cidades (e pequenas também). Uma pesquisa realizada por Antunes et al. (1995) na Universidade Federal de Pelotas comprovou uma eficiente receita no combate/controle desses roedores. O artigo fo publicado na revista Agrociência, 1(1):12-18.


Como fazer: Pegue uma xícara de qualquer feijão crú (sem lavar mesmo), coloque no multiprocessador, ou liquidificador (SEM ÁGUA) e triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.

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Sacos de lixo feitos de papel

Autor desconhecido

 

Em vários países foram abolidas as sacolinhas plásticas do comércio. Infelizmente aqui no Brasil ainda é uma realidade e muitos de nós não conseguimos nos livrar das tais sacolas, pois elas são utilizadas principalmente para jogar lixo no lixo.

“Você” pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

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