Compartilhando águas: as lendas e interações de cetáceos com os homens ao longo da história

Por Maria do Socorro Santos dos Reis 1 & Luciano R. Alardo Souto 2

 

1 Aluna do Programa de Pós-Graduação Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Santa Cruz; Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.; E-mail:maria@mamiferosaquaticos.org; 2 Biólogo e moderador do site Mundo da Biologia; Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.; E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br.

 

Os botos, Sotalia guianensis, da baía de Todos os Santos (BTS), ao serem avistados, levam os observadores a terem três tipos de pensamentos: os rápidos e conservacionistas, os curiosos e imediatistas, e, por fim, os melódicos e lendários (Figura 1). Esses últimos são tão antigos quanto às próprias lendas, e já passaram pela cabeça de vários e vários espectadores perdidos no tempo e no espaço da história humana contada.

 

Figura 1: Botos (Sotalia guianensis) encontrados na Baía de Todos os Santos, durante um salto total, na foz do rio Paraguaçú-BA (abril de 2012). Foto: Luciano R. Alardo Souto.

 

Desde Aristóteles (384-322 a.C.), o primeiro cetólogo que descreveu várias espécies de cetáceos e classificou todas como mamíferos em sua Historia Animalium, os golfinhos e botos exercem grande fascínio, servindo de inspiração em rituais, mitos, lendas e nas artes, de forma geral (Oliveira & Monteiro-Filho, 2006). Um exemplo disso foi a estátua esculpida por Russell Clark, em 1960, para eternizar a lembrança de Opo, um golfinho-nariz-de-garrafa, fêmea, da espécie Tursiops truncatus, que frequentava as praias de Hokianga Harbour, Ilha Norte da Nova Zelândia (Figura 2).

 


Figura 2: Escultura de Russell Clark, eternizando a lembrança de Opo, uma fêmea nariz-de-garrafa, da espécie Tursiops truncatus, Nova Zelândia, 1960. Fonte: Carwardine et al., 1999.

 

Essa fêmea amigável atraiu milhares de pessoas, ao ponto do Governo local criar um ato parlamentar para protegê-lo. Porém, no dia seguinte ela foi achada morta, aparentemente com explosivos, sendo enterrada sob ritual Maori. No popular brasileiro, o golfinho-nariz-de-garrafa também é chamado de boto-da-tainha, boto-da-corvina ou, simplesmente, golfinho (Simões-Lopes, 2005).
A crença de que golfinhos são elos entre a espécie humana e o mundo espiritual é comum em muitas culturas, desde a Grécia Antiga até os aborígenes australianos (Silva, 2007; Figura 3). O papel desses animais como mediadores espirituais foi adotado no cristianismo antigo, onde o golfinho fincado no tridente ou pendurado na cruz era o símbolo secreto de Jesus Cristo. Os árabes acreditavam que os golfinhos acompanhavam as almas dos mortos em suas jornadas pelo mundo espiritual. E para muitos nativos americanos, os golfinhos eram os mensageiros entre o mundo real e o mundo espiritual e encarnavam o Grande Espírito (Saunders, 1995 apud Oliveira & Monteiro-Filho, 2006).

 

Figura 3: A arte, com base na admiração dos golfinhos, exposta no palácio de Cnossos. Fonte: Carwardine et al., 1999.

 

Os vietnamitas consideram que golfinhos e baleias são enviados pelo “Deus das Águas” para proteger marinheiros e auxiliar homens náufragos e barcos em dificuldades. Entretanto, se voltarmos à literatura de outras partes do mundo, podemos verificar que a idéia de um golfinho como um amigo, e salvador de náufragos, é universal (Nayman, 1973 apud Silva, 2007).
Na América do Sul, o boto-vermelho ou boto-da-Amazônia, Inia geoffrensis, é considerado sagrado e para os ribeirinhos e alguns grupos indígenas, o mesmo não pode ser morto à toa (Figura 4). Depois da famosa expedição de Cousteau pelos rios da região, os botos-vermelhos começaram a ser chamados de botos-cor-de-rosa pela mídia (Simões-Lopes, 2005). Na antiguidade, acreditava-se que muitas culturas impunham a pena de morte a qualquer um que matasse um golfinho (Saunders, 1995 apud Oliveira & Monteiro-Filho).
Alguns índios acreditam que o boto-vermelho transforma-se numa linda sereia que canta ou lança feitiços para fazer os botes naufragarem. Também é falado que ele é muito querido pelas jovens garotas e se disfarça de humano no carnaval. Se uma garota solteira ficar grávida, acredita-se que o boto é responsável e isto não é considerada nenhuma desonra (Nayman, 1973 apud Silva, 2007). Acreditam também que seus olhos são valiosos talismãs de amor (Gilmore, 1997). De forma parecida, os caiçaras da Barra do Superagui, litoral norte do Estado do Paraná, acreditam que olhar através do olho esquerdo do boto, traz sorte no amor (Fernandes-Pinto, 2001 apud Oliveira & Monteiro-Filho, 2006).


Figura 4: Boto-vermelho, Inia geoffrensis, forrageando nas águas calmas da Amazônia. Fonte: Google, 2012.

Falando-se do uso comercial de partes anatômicas dos cetáceos, uma história bem conhecida, antiga e fraudulenta, foi à venda de dentes de golfinhos narvais (Monodon monocerus) pelos islandeses como se fossem chifres de unicórnios (Figura 5). Esse comércio, que durou anos, só acabou quando os baleeiros europeus descobriram toda a verdade (Carwardine et al., 1999). A nível nacional, tratando-se de fraudes zoológicas empregadas por populares, Gravena et al. (2008) descobriram que órgãos e tecidos dos botos-vermelhos vendidos em várias feiras da região amazônica para rituais religiosos e cuidados da saúde, na verdade eram extraídos de botos do gênero Sotalia.

Essa descoberta se agrava ainda mais quando as análises adentram nas cidades do interior, onde populares usam outros animais, como porcos e ovelhas, para extrair peças anatômicas e venderem como se fossem de botos. Apesar dessa revelação, todos os botos são protegidos pela legislação ambiental brasileira, tratando-se de crime qualquer molestamento sobre essas espécies (Portaria IBAMA n° 117, 26 de dezembro de 1996). Segundo Osório (1979), no folclore baiano, o boto, Sotalia guianensis, era tido como animal mal-assombrado e ligado à rituais do candomblé, onde o miolo do boto, torrado e reduzido a pó, tinha aplicações com o intuito de provocar distúrbios cerebrais.

Figura 5: Grupos de cetáceos da espécie narval, Monodon monocerus, mostrando seus lendários dentes esquerdos, originando o místico conto do unicórnio. Fonte: Carwardine et al., 1999.

Além dessas enormes áreas, existem também os clássicos contos imortalizados nos livros, que surgiram ao longo dos anos, como Moby Dick do americano Herman Melville (1819-1891), escrito no auge da pesca dos cachalotes (Physeter macrocephalus) na costa atlântica das Américas (Figura 6); e talvez a mais antiga, imortalizada nas escrituras divinas, que é o caso de “Jonas e a baleia”. O profeta Jonas, temendo a reação dos assírios de Nínive (capital de Assíria), recusa a missão dada por Deus e foge pelo mar, mais o barco afunda e, ao seu pedido de misericórdia, surge um enorme cachalote que o engole. Após três dias e três noites, Jonas é regurgitado pelo cetáceo em terra firme (Figura 7).

Atualmente o homem, também, explora esses animais na área do entretenimento popular (Carwardine et al., 1999), existindo diversos aquários pelo mundo com indivíduos de várias espécies (Figuras 8 e 9). Em alguns aquários, os golfinhos já são oriundos da várias gerações e é comum ouvir dizer que eles “já são totalmente adaptados à vida em cativeiro”. Os países com maior número de aquários são Estados Unidos e Japão, seguidos por Canadá, França, Holanda, Hong Kong e Argentina (Simões-Lopes, 2005). Até 2011, ocorreram muitos casos, registrados, de ataques de cetáceos cativos a humanos, sendo que na maioria dos alvos, os mesmos eram formados por treinadores.

Figuras 6 e 7: Esq.- o cachalote, Physeter macrocephalus, do conto Moby Dick; dir.- o profeta bíblico Jonas, sendo regurgitado em terra, após uma viagem de três dias. Fonte: Carwardine et al., 1999.

Um dos casos mais conhecidos de vida cativa, veio à tona através da famosa série americana dos anos 60, conhecida como Flipper que refletia perfeitamente a imagem moderna dos golfinhos “amistosos”, onde sempre ajudava os que estavam em perigo (Carwardine et al., 1999). A espécie coadjuvante na série é conhecida pela ciência como Tursiops truncatus (Figura 10).
Populações de cetáceos continuam sendo diretamente atingidas por atividades humanas como a caça e a pesca. Além disso, um número cada vez maior de outras atividades relacionadas a distúrbios no ambiente marinho e as alterações em seus habitats surgiu com a crescente urbanização das áreas litorâneas. O tráfego de embarcações é uma atividade que possui o potencial de causar distúrbios e alterar as características físicas de determinado habitat, e por isso é apontado como uma das grandes ameaças aos animais marinhos (Hodgson & Marsh, 2006) (Figura 11).

 

Figuras 8 e 9: Indivíduos cativos de orca, Orcinus orca, em aquários, durante espetáculo, para público pagante. Fonte: Carwardine et al. 1995.

 

Os cetáceos podem alterar seu comportamento em resposta ao barulho e ao risco de choque físico gerado pelas embarcações. O efeito de interrupções persistentes em comportamentos importantes está relacionado a um maior deslocamento e, conseqüentemente, a um maior gasto energético, afetando o sucesso reprodutivo dos indivíduos. Nos casos de áreas onde os animais não tenham onde adquirir recursos, eles serão forçados a permanecer nessa área e a tolerar os efeitos dos distúrbios (Gill et al., 2001).

 

 Figura 10: Espécime de golfinho-nariz-de-garrafa, Tursiops truncatus, conhecido também por flipper, muito utilizado em cativeiros, encalhou na Baía de Todos os Santos em 2007. Foto: Arquivo IMA.

 

Avaliar os impactos das atividades humanas sobre estes animais é bastante difícil. Os cetáceos passam a maior parte do tempo submersos e a maioria estabelece complexos laços sociais com os demais indivíduos do grupo. Portanto, metodologias específicas são necessárias para interpretar objetivamente as respostas destes animais frente às atividades humanas (Araújo & Fernandes, 2007), sendo o principal foco desses estudos os trabalhos que discutem a influência de embarcações no comportamento dos cetáceos (Hodgson & Marsh, 2006).
Um tipo de turismo de natureza que vem crescendo em todo o mundo e requer maior atenção quanto aos impactos que pode gerar é o realizado para a observação de animais, como a observação de baleias, “whalewatching”, e a observação de golfinhos, “dolphinwatching”. Este tipo de turismo tem sido considerado como potencial medida de conservação; porém se desordenado, pode causar efeito inverso. O grande problema é que em muitos países onde este tipo de turismo ocorre ainda não há legislação específica que regule a atividade e limite seus impactos (Romagnoli et al., 2011).

As lendas e mitos sobre os cetáceos começaram a desaparecer no fim do século XV e início do XVI (Carwardine et al., 1999). Porém, a interação entre homens e cetáceos apresenta relatos onde o destaque, a muito tempo é dado aos conflitos (Evans, 1987). No Brasil, de forma unilateral, o maior de todos os conflitos foi a caça de baleias, iniciada em 1603 e implantada pelo Biscainho Pedro de Urecha e seus compatriotas no Recôncavo Baiano, iniciando portugueses e brasileiros na pesca da baleia (Ellis, 1969; Simões-Lopes, 2005; Figuras 12 e 13).

 

Figura 11: Embarcação trafegando em área de alimentação, reprodução e descanso do boto, Sotalia guianensis, na baía de Todos os Santos. Foto: Arquivo IMA.

 

Outros conflitos ocorrem, principalmente, pelos danos acidentais causados a equipamentos, como no caso das redes de pesca (Fertl & Leatherwood, 1997), e também pela potencial predação de peixes em áreas de atividade comercial. Tratando-se do conflito redes x cetáceos, os animais são as maiores vítimas, morrendo milhares de animais todos os anos ao redor do mundo (Figura 14).

No entanto, existem também relatos, mesmo que raros, de que não há prejuízo para as partes envolvidas. Neste sentido, Lamb (1954) apud Monteiro-Filho (1995) descreve uma associação benéfica entre o boto-vermelho e um pescador que era auxiliado durante a obtenção do peixe.

Outra associação em que há benefício mútuo foi relatada para os golfinhos-corcunda-do-Atlântico, Souza teuszii, e os pescadores da Mauritânia, onde os golfinhos arrebanham os peixes (Mugil spp.) e os levam em direção à praia, onde os pescadores esperam com suas redes montadas. (Busnell, 1973 apud Monteiro-Filho, 1995; Figura 15).

Caso semelhante é relatado no litoral do estado de Santa Catarina envolvendo os golfinhos T. truncatus e S. guianensis (Simões-Lopes et al, 1998, Monteiro-Filho, 1995; Monteiro-Filho et al., 1999; Peterson, 2005). Esse tipo de pesca associada também é relatada em outras regiões no Brasil, como na lagoa do Peixe/RS (Simões-Lopes, 1991; Tabajara, 1991; Simões-Lopes et al, 1998). Estes fatos demonstram uma relação ambígua relacionada principalmente às interações com a pesca comercial.

 

Figuras 12 e 13: Esq.- tipo de canhão moderno, do século passado, que marcou a caça industrial de baleias; dir,-  atual caça de baleias-minke, Balaenoptera acutorostrata, realizadas por alguns países na Antartica. Fonte: Carwardine et al. 1995.

Relatos históricos indicam que os pescadores da ilha de Itaparica (BTS), que utilizavam a arte de pesca do tipo “tarrafa” para capturar tainhas (Mugil spp.), tinham nos botos seus parceiros. Os pequenos cetáceos cercavam os peixes, fazendo-os aproximarem-se das regiões rasas, onde os pescadores lançavam as tarrafas sobre as tainhas (Osório, 1979). Apesar desse registro, atualmente não existem relatos, nem observações pessoais, sobre essas interações ao longo da BTS.

 


Figura 14: Golfinho-listrado, Stenella coeruleoalba, preso e morto por uma rede de espera. Fonte: Gill & Gibson, 1997.

 

Segundo Diegues (1999), a atividade pesqueira contribuiu no surgimento de inúmeras culturas litorâneas regionais ligadas a essa atividade, entre as quais podem ser citadas: a do jangadeiro, em todo o litoral nordestino, do Ceará até o sul da Bahia; a do caiçara, no litoral entre o Rio de Janeiro e São Paulo; e o açoriano, no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em todas elas existem lendas, mitos e crônicas com a participação dos cetáceos. Em breve, uma visão etnoecológica, dos pescadores da BTS, sobre os botos (S. guiuanensis) estará disponível na literatura científica e contribuirá no conhecimento da espécie, na segunda maior baía do Brasil (Souto et al., em preparo; Figura 16).
A importância do conhecimento produzido e transmitido oralmente pelos pescadores artesanais e seu papel nos programas de manejo pesqueiro têm recebido atenção especial dos pesquisadores de várias regiões do mundo (Cordell, 2001; Ruddle, 2001 apud Diegues, 2003). Esse conhecimento e as práticas associadas, segundo Diegues (2003), orienta e sustenta o funcionamento de sistemas de manejo comunitário e está na base das decisões e estratégias de pesca dos pescadores artesanais.

As percepções e os saberes das populações tradicionais vêm conquistando cada vez mais espaço no meio acadêmico e nas instituições governamentais. Tal valorização ganha projeção uma vez que esses grupos apresentam culturas comumente mais conservacionistas e integradas aos locais onde vivem, e suas práticas servem de exemplo para a gestão e para a conservação ambiental. Entretanto, a valorização desses saberes ainda é incipiente no que se refere à conservação de áreas naturais, tanto no Brasil quanto no mundo.

Um dos primeiros trabalhos a respeito do conhecimento etnoecológico dos pescadores e da interação destes com os cetáceos foi realizado por Silvano et al. (1996) que analisou aspectos etnobiológicos de duas espécies de botos (S. fluviatilis) na várzea do rio Solimões (Amazônia Central). Em 2001, Przbylski & Monteiro-Filho analisaram a interação entre pescadores e mamíferos marinhos no litoral do Estado do Paraná. Reis (2002) estudou o comportamento do S. guianensis no litoral de Ilhéus-BA e suas interações com as atividades pesqueiras. Pinheiro & Cremer (2003) fizeram uma análise etnoecológica da captura acidental de golfinhos das espécies Pontoporia blainvillei e S. guianensis pela pesca artesanal na Baía da Babitonga-SC.

Alarcon & Schiavetti (2005) contribuíram com o conhecimento dos pescadores artesanais de Itacaré sobre a fauna de vertebrados (não peixes) associados às atividades de pesca. Souza & Begossi (2006) analisou a etnobiologia de S. guiuanensis no litoral norte de São Paulo. O mesmo fez Zappes (2007) com o estudo comparativo entre regiões diferentes do Brasil a respeito da etnobiologia de S. guianensis. Contribuições importantes ao tema foram dadas por Ferreira et al. (2006), Oliveira & Monteiro-Filho (2006), Silva (2007) e Zappes et al. (2010).

Figura 15: Espécime de golfinho-corcunda-do-Atlântico, Souza teuszii. Fonte: Jefferson et al., 1993.

 

Os cetáceos funcionam ecologicamente como reserva e condutores de nutrientes e energia, dentro e entre ecossistemas. Como predadores, eles não só competem com outros grupos tróficos por recursos alimentares, mas também atuam como presas, e até mesmo como mutualistas (Hooker, 2004). Assim, estes devem ser vistos como indicadores da saúde do ecossistema e parte integrante local da biodiversidade marinha (Morissette et al., 2010).

Figura 16: Pesquisador entrevistando pescador e coletando dados sobre a biologia e distribuição de botos, Sotalia guianensis, no litoral de Ilhéus, Bahia. Foto: Maria S.S. Reis.

 

Acredita-se que partir da convivência com as comunidades pesqueiras e a intenção de investigar as interações dos cetáceos com as atividades humanas, uma análise de vários outros aspectos, principalmente a pesca, poderão ser reveladas. Esperamos que no futuro, os cetáceos continuem sendo a origem viva de lendas e mitos, e não apenas recordações e estudos científicos oriundos de materiais biológicos coletados no passado.

Agradecimentos: A todos os clientes e parceiros que acreditam e confiam nos trabalhos realizados pela equipe da Bio.Conserve Consultoria Ambiental Ltda.

 

Referências

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Citação: Reis, M.S.S.(dos) & Souto, L.R.A. 2012.Compartilhando águas: as lendas e interações de cetáceos com os homens ao longo da história. Site: www.mundodabiologia.com.br. Acesso em: xx.xx.xxxx.

4 Comments to “Compartilhando águas: as lendas e interações de cetáceos com os homens ao longo da história”

  1. By Liliane Lodi, 29 de maio de 2012 @ 18:12

    Queridos Luciano e Socorrinho,

    O texto está muito legal, claro e elucidativo ! O tema, muito interessante, estimula nosso imaginário.
    Parabéns !

    • By Luciano Alardo, 30 de maio de 2012 @ 14:22

      Valeu Liliane,

      Esperamos que os imaginários da galera apontem para as soluções práticas.

      Abs, Autores

      • By Maria do Socorro Reis, 1 de junho de 2012 @ 08:44

        Obrigada Liliane,

        É sempre um estímulo ouvir coisas boas, ainda mais vindo de pessoas que são referencia no estudo de cetáceos.

        Abraço.

  2. By Luiz Góes Neto, 13 de novembro de 2012 @ 13:37

    Parabéns aos autores, o texto realmente está muito bom!
    E essa foto de Raiz (Fig. 1) está incrível!
    Abraço.

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