Encalhe em massa de golfinhos-comum (Delphinus sp.) no Rio de Janeiro, Brasil

Em 5 de fevereiro de 2012, um encalhe em massa, inédito, ocorre em águas nacionais. Logo no início da manhá, aproximadamente, 30 golfinhos-comum (Delphinus sp.) encalharam vivos na praia de Cabo Frio (RJ), mais graças a ajuda de voluntários os animais retornaram ao mar. Esse foi o primeiro encalhe em massa do ano no País.

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Copos comestíveis

Mais um avanço quando se fala de redução do lixo!

A The Way We See The World, um escritório de design americano, desenvolveu uma solução prática que pode ser a

substituição definitiva para copos descartáveis de plástico: os Jelloware, uma linha de copos para beber e comer!
Feitos de gelatina ágar-ágar, extraída das algas, estes copos podem ter três sabores diferentes, que ainda por cima
podem dar um gosto especial à bebida: limão com manjericão, gengibre com hortelã e alecrim com beterraba. Quem não gosta de gelatina tem a opção de enterrar o copo, pois ele é biodegradável.

Coloridos e maleáveis, estes copos devem ser mantidos na geladeira para não ficarem pegajosos. Ainda estão em fase de projeto, mas se apresentam como uma alternativa muito inteligente para o desastre ambiental que são os copos descartáveis de plástico. Enquanto o plástico leva centenas de anos para se decompor, a gelatina deve sumir em poucas semanas.


Esta linha de copos, provavelmente, será vendida apenas nos Estados Unidos, mas a engenhosa ideia deveria começar a se tornar um modelo para empresas ao redor do mundo. Já somos seis bilhões de habitantes e não podemos continuar produzindo a quantidade de lixo que produzimos hoje. Quem sabe não serão os designers a salvar o mundo?


 

 

 

O CACHALOTE-ANÃO (Kogia sima) NA BAHIA, BRASIL

Por Luciano R. Alardo Souto *

* Biólogo, E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br

 

Os cachalotes sempre causaram grandes, diversas e divertidas criações imaginárias, tal como a história que virou um grande clássico no mundo literário, o lendário Moby-Dick. O mesmo era um cachalote (Physeter macrocephalus) albino e enorme, que segundo a lenda, engoliu um pescador com barco e tudo, mais após um tempo, viraram amigos e Moby-Dick acabou devolvendo-o para a Terra.

 

Cachalote-anão (Kogia sima). Foto: httpwww.cms.int.

 

Mas os cachalotes nem sempre são animais grandes, como as enormes e belas baleias, muito menos, fáceis de serem avistados como o “velho” Moby. Estamos falando dos pequenos “primos” do Moby-Dick, os cachalotes anão (Kogia sima) e pigmeu (K. breviceps). Ambos não chegam a medir nem 1/3 do tamanho do Moby, chegando no máximo a 2,6 e 3,6 metros, respectivamente. Apesar de nunca terem sido avistados no litoral baiano, o cachalote-anão é mais comum na Bahia do que o cachalote-pigmeu, já que a maioria dos encalhes (quando um desses animais encalha na praia), são da primeira espécie, alem de ser o Estado onde existem mais registros no Brasil. Isso mesmo! Suspeitamos até, que o cachalote-anão, seja uma espécie residente em nosso litoral.

Foi aqui na Bahia, mais precisamente na praia de Itapuã (Salvador), que encalhou o menor filhote já visto no mundo (Souto et al., 2009), e mesmo assim, quase nada sabemos sobre essa “exótica” espécie de cetáceo odontoceto (ou golfinho com dentes).

 

Menor filhote de cachalote-anão (Kogia sima) conhecido no mundo e encalhado em Itapuã, Salvador, Bahia, Brasil. Foto: Souto et al., 2009.

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Veneno ecológico para controlar ratos!!!

Por Luciano R. Alardo Souto *

* Biólogo, E-mail: lucianoalardo@yahoo.com.br

 

 

Os ratos urbanos estão entre as principais origens de zoonoses nas grandes cidades (e pequenas também). Uma pesquisa realizada por Antunes et al. (1995) na Universidade Federal de Pelotas comprovou uma eficiente receita no combate/controle desses roedores. O artigo fo publicado na revista Agrociência, 1(1):12-18.


Como fazer: Pegue uma xícara de qualquer feijão crú (sem lavar mesmo), coloque no multiprocessador, ou liquidificador (SEM ÁGUA) e triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.

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Sacos de lixo feitos de papel

Autor desconhecido

 

Em vários países foram abolidas as sacolinhas plásticas do comércio. Infelizmente aqui no Brasil ainda é uma realidade e muitos de nós não conseguimos nos livrar das tais sacolas, pois elas são utilizadas principalmente para jogar lixo no lixo.

“Você” pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

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Como matar mosquitos de modo ecologicamente correto!

Autor desconhecido

Para ajudar com a luta contínua contra os mosquitos da dengue e a dengue hemorrágica, uma ideia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles. O que nós precisamos basicamente:

200 ml de água quente, 50 gr de açúcar mascavo, 1 gr de levedura (fermento biológico para pães, encontrado em qualquer supermercado ) e 1 garrafa plástica de 2 litros.

Como fazer:

1. Corte uma garrafa de plástico (tipo PET) ao meio. Guardar a parte do gargalo:

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Medicina Preventiva & Treinos

Por Rosana Rodrigues de Souza *

* Médica veterinária. Treinadora e Consultora de mamíferos aquáticos – Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA). Av. Pinto de Aguiar, s/n, Pituaçú - Salvador-BA. E-mail: rosana_souza@hotmail.com.

 

A Medicina preventiva visa à diminuição da incidência de doenças através de programas de colheita de material biológico para exames, controle sanitário e de manejo e alimentação adequados.

 

Figura 1: Colheita direta da lesão: swab para cultura em lobo-marinho-do-sul, Arctocephalus australis. Foto: Arquivo IMA.

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As licófitas e samambaias do Parque Metropolitano de Pituaçu – PMP (Salvador, Bahia, Brasil)

Por Luiz Armando de Araújo Góes-Neto *

* Biólogo. Mestrando em Botânica Tropical no Museu Paraense Emílio Goeldi – MCT, Campus de Pesquisa, Coordenação de BotânicaAv. Perimetral 1901, Terra Firme, Belém-PA. CEP: 66017-970e-mail: netto_marley@hotmail.com

 

Figura  1: Báculo de Phlebodium decumanun em desenvolvimento no Parque Metropolitano de Pituaçú – PMP (Salvador, Bahia, Brasil). Foto: Luiz Armando Góes-Neto.

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Um estranho caso do coco-da-Bahia (Cocos nucifera L.)

Por Luiz Armando de Araújo Góes-Neto *

* Biólogo. Mestrando em Botânica Tropical - Museu Paraense Emílio Goeldi – MCT, Campus de Pesquisa, Coordenação de Botânica. Av. Perimetral 1901, Terra Firme, Belém-PA. CEP: 66017-970. E-mail: netto_marley@hotmail.com .

 

 

As palmeiras pertencem à família Arecaceae (ordem Arecales) e são vegetais de extrema importância na vida dos seres humanos desde as mais antigas civilizações. Purseglove (1972) comenta que “a ampla multiplicidade de sua utilização econômica colocam-na em segundo lugar dentre as plantas úteis, perdendo apenas para as gramíneas”.

 

Figura 1: Coco-da-Bahia (Cocos nucifera L.) bifurcado, ilha de Boipeba, Cairú, Bahia. Foto: Luciano R. A. Souto.

 

Realmente sua importância econômica é enorme até os dias de hoje. Algumas comunidades ribeirinhas amazônicas, por exemplo, sobrevivem exclusivamente do plantio e aproveitamento de palmeiras como o açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.). Além desta, encontramos outras espécies muito utilizadas, como o dendê africano (Elaeis guineensisJacq.), o babaçu (Attalea brasiliensis Glassman), a piaçava (Attalea funifera Mart. ex Spreng.), a pupunha (Bactris acanthocarpa Mart.), dentre outras.

De acordo com Lorenzi et al. (2004), a origem da palavra palma é remota. Segundo estes autores, os povos itálicos aplicavam-na à tamareira (Phoenix dactylifera L.) da África Mediterrânea e do Oriente Médio; os gregos chamavam-na de fóinix palavra de origem fenícia. Esta palavra por influência árabe e aramaica foi aplicada à antiga cidade turca Palmira, com o significado de “cidade onde haviam palmas”.

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Frágeis belezas de Salvador

Por MSc. George J. G. Santos *


* Biólogo. Universidade Federal de Pernambuco – UFPE Departamento de Zoologia, Centro de Ciências Biológicas. Laboratório de Porífera – LABPOR. Av. Nelson Chaves, s/n, Cidade Universitária, Recife – PE CEP: 50373-970. E-mail: balgeorge42@yahoo.com.br

 

Com seus 75 km de orla, a cidade de Salvador (BA) possui vários tipos de praias. Desde as populares praias arenosas, passando pelas rochosas às piscinas de maré (Fig. 1). Estas últimas são abundantes durante as marés baixas exibindo a beleza dos organismos que vivem a poucos centímetros de profundidade.

 

Figura 1: Piscinas de maré (poças de maré) numa das praias da Barra, Salvador (BA).

 

Um exemplo são os gastrópodes (Filo Mollusca; Classe Gastropoda) também conhecidos como “lesmas do mar” (Fig. 2). São geralmente carnívoros, alimentando-se de outros invertebrados e algumas espécies podem se alimentar dos ovos ou indivíduos adultos de outros moluscos.

 

Figura 2: Magnífica “Lesma do mar” nas águas da Barra, Salvador (BA).

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